Ex-prefeito de Ilhéus Jabes Ribeiro ataca a UESC e revela falhas em sua gestão

A recente declaração do ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, ao programa “O Tabuleiro” da rádio Ilhéus-FM, onde afirmou que “a UESC está devendo ao bairro Salobrinho”, é um exemplo preocupante de uma retórica desinformada que parece visar mais a autopromoção política do que o bem-estar comunitário ou o entendimento real das funções de uma instituição acadêmica. Jabes Ribeiro, que governou Ilhéus por 16 anos, deveria compreender melhor as separações entre as responsabilidades municipais e as acadêmicas.

Primeiramente, é fundamental esclarecer que uma universidade, como a UESC, tem como pilares o ensino, a pesquisa e a extensão. Essas funções são desenvolvidas com o intuito de gerar conhecimento, formar cidadãos críticos e contribuir para o desenvolvimento regional em diversas dimensões, que podem ou não incluir intervenções diretas no âmbito municipal, como sugere o ex-prefeito. Essa declaração revela uma incompreensão alarmante das responsabilidades institucionais, configurando um equívoco ao pressupor que a universidade desempenhe funções típicas do Poder Executivo local.

Além disso, ao emitir tais críticas, Jabes Ribeiro não apenas minimiza o trabalho extensivo realizado por estudantes, técnicos e professores da UESC, mas também ataca indiretamente esses indivíduos que dedicam suas carreiras à educação e à melhoria contínua da sociedade através da academia. A generalização inadequada e a crítica infundada não contribuem para o diálogo produtivo nem para a solução de problemas reais, servindo apenas para criar divisões e desvalorizar o trabalho acadêmico que tem um impacto profundo e abrangente na comunidade.

Ademais, é imperativo lembrar da postura de Jabes Ribeiro durante seus mandatos como prefeito, caracterizada pela negligência em relação aos servidores públicos, falta de investimento adequado na infraestrutura dos serviços públicos essenciais e a ausência de iniciativas para estabelecer parcerias produtivas com instituições de ensino, como a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). A falha em não formalizar termos de cooperação técnica com a UESC, particularmente, destaca uma oportunidade perdida de promover sinergias entre o município e a academia, que poderiam resultar em melhorias significativas na qualidade dos serviços oferecidos à população. Ao ignorar essas possibilidades, Ribeiro não só falhou em reconhecer o valor da colaboração interinstitucional, mas também privou a comunidade de Ilhéus dos potenciais benefícios que tais parcerias poderiam trazer, especialmente em termos de desenvolvimento tecnológico, social e econômico que a universidade está bem posicionada para apoiar. Esta falta de visão e colaboração ressalta uma gestão que parece ter sido mais voltada para interesses políticos do que para o crescimento e bem-estar da comunidade ilheense.

Por fim, a perspectiva de um retorno ao poder de uma figura cuja gestão anterior foi marcada por escândalos de corrupção e gestão ineficiente, como destacado pelos próprios veículos de imprensa nacional, é algo que merece uma reflexão séria e crítica por parte da população de Ilhéus. Se faz necessário que haja uma mobilização da classe política e da comunidade em geral para assegurar que a liderança futura da cidade esteja alinhada com os princípios de transparência, eficácia e respeito pelas diversas instituições que compõem o tecido social de Ilhéus, incluindo a UESC.

As eleições são um momento crítico para avaliar não apenas o que os candidatos prometem, mas também o legado que deixaram. É essencial que os cidadãos de Ilhéus estejam atentos e engajados para promover uma governança que realmente reflita os interesses e as necessidades da comunidade, evitando retrocessos a uma era marcada por administrações problemáticas.